Felizmente Há Luar

No início do 3º período, no âmbito da disciplina de português, os alunos do 12º ano de escolaridade deslocaram-se ao teatro A Barraca para assistir à representação da peça Felizmente Há Luar! de Luís de Sttau Monteiro.

O objetivo inicial era motivar os alunos para a leitura da obra e levá-los a compreender as especificidades do texto dramático. Contudo, à medida que a dramatização avançava, as emoções transbordavam do palco e inundavam uma sala cheia de alunos que, de repente, compreenderam a fragilidade do ser humano e a incapacidade dos mais fracos perante o despotismo dos poderosos que não olham a meios para assegurar a manutenção do poder.

Durante uma hora, riram perante o ridículo dos denunciantes, que assim se fazem em troca de tão pouco, indignaram-se perante a facilidade com que o General Beresford, o Principal Sousa e D. Miguel Forjaz condenam um homem, simplesmente por ser um potencial opositor ao regime, e emocionaram-se com Matilde, a companheira de todas as horas da personagem principal, que nunca surge em cena, mas que representa a esperança num futuro melhor, Gomes Freire de Andrade.

A sua morte à mão dos tiranos será a luz que incendiará a terra e indicará aos que ficam o caminho a seguir, porque Felizmente Há Luar!.