“Dia de Festa Nacional e de Grande Gala”.
Assim se celebrava, a 10 de Junho de 1880, pela primeira vez, o feriado que todos nós, hoje, conhecemos como Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
Cumpriam-se, nesse ano, 300 anos da morte de Luís de Camões e o monarca português de então, D. Luís I, decidiu decretar, a 27 de abril do mesmo ano, que se celebrasse o aniversário da morte do nome maior da literatura portuguesa até então.
No entanto, o prestígio e importância que lhe conhecemos de hoje só chegará com um dos períodos mais conturbados da História nacional, quando a ditadura salazarista decidiu apropriar-se do feriado e convertê-lo no “Dia de Camões, de Portugal e da Raça”, uma celebração enquadrada no movimento ultranacionalista que se vivia por toda a Europa.
Só depois do 25 de Abril é que o feriado se converteu num dia em que celebramos a nossa identidade como portugueses, herdeiros da língua de Camões e de todos os que, seguindo as pisadas dos nossos antepassados exploradores, são representantes da identidade portuguesa um pouco por todo o mundo.



